Quando falamos de ESG 2026 (na tradução: Ambiental, Social e Governança), é possível afirmar que ele deixou de ser opcional no Brasil. Além disso, para este ano, novas regulamentações da Comissão de Valores Mobiliários e da B3 transformaram práticas sustentáveis em requisito obrigatório para empresas que buscam crédito, investidores e competitividade.
Por isso, preparamos esse conteúdo sobre o assunto, tendo a consultoria da Dibloco – empresa referência em areia de quartzo em São Paulo – e que demonstra o comprometimento com o ESG em suas operações. Confira conosco e boa leitura!
Perguntas Frequentes sobre ESG
As Resoluções CVM 217 e 218 tornam obrigatória a divulgação de riscos sustentáveis que impactem os fluxos de caixa e acesso a financiamento. A B3 adota o modelo “pratique ou explique” para companhias listadas.
Segundo dados do IBGE, 89,1% das empresas industriais com 100 ou mais funcionários realizaram iniciativas ambientais em 2023. Entre as grandes corporações, 54% possuem estratégias ESG estruturadas.
Os Fundos ESG cresceram 48% em doze meses até julho de 2025, com a renda fixa sustentável expandindo 170,7% no período.
Sim. Grandes corporações exigem práticas sustentáveis de fornecedores, disseminando ESG por toda cadeia produtiva.
O que é ESG?
Em resumo, ESG é a sigla em inglês para Environmental, Social and Governance (Ambiental, Social e Governança). Ou seja, representa um conjunto de critérios usados para avaliar o desempenho corporativo além dos resultados financeiros.
Por isso, o ESG tornou-se critério decisivo para investidores, consumidores e reguladores avaliarem a sustentabilidade e responsabilidade corporativa de longo prazo.
O marco regulatório que transforma o mercado
O ESG 2026 passou por alterações conforme as resoluções da CVM. De modo geral, elas estabelecem marcos inéditos para o mercado brasileiro. Por exemplo, a partir dos exercícios sociais iniciados em janeiro de 2026, companhias abertas devem divulgar riscos climáticos, oportunidades sustentáveis e seus impactos financeiros.
Em resumo, essas exigências alinham o Brasil aos padrões internacionais e aumentam a transparência corporativa.
Governança como alicerce estratégico
Primeiramente, a governança corporativa consolida-se como fundamento das estratégias ESG. Afinal, as empresas que estruturam conselhos mais diversos, fortalecem mecanismos de prestação de contas e implementam decisões baseadas em dados concretos.
Além disso, tecnologias permitem monitoramento em tempo real de emissões, consumo de recursos e impactos sociais. Ou seja, a gestão ESG torna-se objetiva, fundamentada em métricas quantificáveis que substituem avaliações subjetivas.

Economia circular e gestão de recursos
Por sua vez, organizações redesenham processos para eliminar desperdícios e aumentar a reutilização de materiais. Em outras palavras, a economia circular evolui de conceito experimental para modelo de negócio que gera eficiência operacional e diferenciação mercadológica.
Já a gestão hídrica ganha protagonismo em cenário de escassez. Isso porque empresas investem mais em tecnologias que reduzem desperdício, tratam e reaproveitam água, alinhando-se ao ODS 6 (Água potável e saneamento.
O paradoxo da Inteligência Artificial
Merece destaque no cenário ESG 2026 o modo como a Inteligência Artificial representa simultaneamente solução e desafio para sustentabilidade. Em síntese, enquanto os algoritmos otimizam processos e reduzem desperdícios, a infraestrutura tecnológica demanda consumo energético massivo.
Por isso, os Data centers lideram investimentos ESG para este ano, como destaca Marcela Ungaretti, Head da Pesquisa ESG da XP. Para ela, o Brasil possui vantagens com sua matriz renovável para atrair empresas de tecnologia focadas em descarbonização. Porém, gargalos na infraestrutura de transmissão podem limitar esse crescimento.
Finanças verdes em expansão
O mercado financeiro registra crescimento expressivo em produtos sustentáveis. FIPs (Fundos de Investimento em Participações) saltaram de R$666,5 milhões para R$2,3 bilhões. Esse desempenho resulta de maior emissão de títulos verdes, incluindo debêntures, bonds, CRIs e CRAs.
Ou seja, o ESG transforma-se em critério decisivo para acesso a capital. Assim, a sustentabilidade deixa de ser diferencial para tornar-se requisito fundamental de financiamento empresarial.
Governança social além do discurso
Por fim, o pilar social evolui de declarações genéricas para governança estruturada. Nela, diversidade, inclusão e bem-estar tornam-se centrais nas decisões corporativas. Para isso, as empresas devem implementar métricas objetivas para equidade salarial e representatividade em liderança.
Por outro lado, Investidores e consumidores exigem evidências concretas de impacto social. A pressão por comprovação substitui narrativas autopromocionais sem respaldo mensurável.
ESG democratizado em toda a cadeia produtiva
É importante explicar que práticas sustentáveis expandem-se para micro, pequenas e médias empresas. Dados do IBGE confirmam que 79,6% das empresas industriais declararam práticas relacionadas a resíduos sólidos. A rastreabilidade em cada elo produtivo ganha importância, criando efeito cascata que dissemina padrões ESG.
Também é necessário pontuar que a realização da COP30 em Belém amplifica a visibilidade brasileira nas discussões climáticas globais. Afinal, o evento pressionou as empresas por resultados tangíveis e traz novos marcos regulatórios.
O novo ambiente de negócios
Com tudo isso, pode-se afirmar que o ESG em 2026 caracteriza-se pela financeirização da sustentabilidade. Em resumo, práticas ambientais, sociais e de governança integram-se à estratégia financeira e operacional das organizações.
E num cenário onde os negócios operam sob estresse climático crescente, ele se mostra essencial. Do contrário, eventos extremos afetam cadeias de suprimento, disponibilidade de recursos e custos operacionais ficarão muito mais complexos.
E para as empresas, o equilíbrio entre avanços normativos e capacidades operacionais definirão o verdadeiro sucesso corporativo.

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