
Um brasileiro foi detido em 28 de janeiro pelo Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE, na sigla em inglês) na cidade de Stow, no estado de Massachusetts.
De acordo com o senador democrata Jamie Eldridge, o homem é Maximiliano Fernandes, de 40 anos. Natural de Porto Alegre (RS), ele é casado, pai de quatro filhas e proprietário do Stow Cafe.
“Agradecemos a todos que entraram em contato sobre a prisão de Max, proprietário do Stow Cafe, pelo ICE. A deputada (Kate) Hogan e eu estamos prestando assistência à família”, escreveu Eldridge em publicação no Facebook.
Procurado, o Itamaraty não retornou à tentativa de contato do Estadão. O espaço segue aberto.
Em comunicado enviado ao jornal The Boston Globe na última sexta-feira (30), a secretária adjunta para Assuntos Públicos do Departamento de Segurança Interna, Tricia McLaughlin, afirmou que Max tinha um visto de não imigrante vencido. Segundo ela, o documento era da categoria B2, que permite viagens temporárias aos EUA.
A secretária disse ainda que o homem tem antecedentes criminais por atentado ao pudor, agressão contra criança, agressão e sequestro. Ele foi preso ao chegar ao Stow Cafe, por volta das 7h15.
Em publicação no Facebook, o Departamento de Polícia de Stow afirmou que estava ciente da prisão, mas que “não esteve envolvido e não foi previamente notificado de que uma ação de fiscalização estava ocorrendo”.
Inicialmente, a corporação disse que a detenção estava relacionada a um caso de agressão sexual contra uma pessoa maior de 14 anos, ocorrido em 2024. Após a repercussão do caso, o Departamento de Polícia de Stow acrescentou um comentário à postagem, afirmando que o episódio citado foi “recentemente resolvido no Tribunal Distrital de Concord”.
“Para reiterar, não tínhamos conhecimento dessa ação de fiscalização nem estávamos envolvidos. O ICE não nos fornece informações sobre suas atividades, nem nos envia atualizações após a ocorrência de uma ação de fiscalização”, escreveu a corporação.
Em entrevista ao canal do YouTube Two Grannies on the Road em 2024, Max afirmou que se mudou para os EUA em 2005 e que seu primeiro emprego no país foi em um restaurante italiano. Em 2011, ele e um sócio abriram o Stow Cafe, que serve pratos para o café da manhã e o almoço.
A esposa dele, cuja identidade não foi revelada, afirmou em entrevista ao The MetroWest Daily News que contratou um advogado logo após ser informada por vizinhos sobre a prisão de Max. A defesa do brasileiro não foi localizada.
Segundo um memorando do Departamento de Segurança Interna, obtido pelo The New York Times no fim de janeiro, o ICE foi autorizado a realizar prisões sem mandado judicial. Com isso, agentes passaram a poder deter pessoas durante varreduras, caso suspeitem de situação migratória irregular.
*Com informações do Estadão Conteúdo
Leia também
Izalci pede explicações ao BRB sobre venda de ativos adquiridos do Banco Master
Lula diz que se encontrará com Trump em março nos EUA
Mortes em museu judaico de Washington serão julgadas como terrorismo pelos EUA




