
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, prometeu neste sábado (21) continuar os ataques contra o Irã após o que chamou de uma “noite muito difícil”, na qual dois impactos diretos de mísseis no sul de Israel deixaram dezenas de feridos. “É uma noite muito difícil na batalha pelo nosso futuro”, disse Netanyahu em um comunicado. “Estamos determinados a continuar atingindo nossos inimigos em todas as frentes”.
A declaração vem após o Irã atacar a cidade de Arad, no sul de Israel, causando 59 feridos, informaram os serviços de emergência, pouco depois de um primeiro míssil atingir Dimona, onde há instalações nucleares. Israel é considerado o único país dotado de armas nucleares no Oriente Médio, mas mantém uma política de “ambiguidade estratégica”, pela qual não confirma nem desmente.
“Socorristas e médicos do Magen David Adom (MDA) atendem e transportam 59 pacientes para hospitais em dezenas de ambulâncias e unidades móveis de terapia intensiva do MDA, helicópteros do MDA e da força aérea”, informou esse organismo de socorro, equivalente israelense da Cruz Vermelha, após o ataque de um míssil iraniano.
Oficialmente, a usina de Dimona, no deserto do Neguev, é um centro de pesquisa nuclear e de fornecimento de energia. Segundo a imprensa estrangeira, ela participou da fabricação de armas atômicas nas últimas décadas.
O Irã reivindicou o lançamento dos mísseis. Disse que foi em “resposta” ao ataque “inimigo” contra o complexo de Natanz, no centro do país. “Em Dimona e Arad foram lançados interceptadores que não conseguiram atingir as ameaças, o que resultou em dois impactos diretos de mísseis balísticos com ogivas de centenas de quilos”, informaram os bombeiros.
A mesma fonte afirmou que houve “danos extensos”, com três edifícios afetados e um incêndio em um deles. Segundo a organização iraniana de energia atômica, não há registro de “vazamento de materiais rad
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*AFP




