A Polícia Federal (PF) apontou o prefeito afastado de Sorocaba, Rodrigo Manga (Republicanos), como líder de uma organização criminosa e beneficiário de esquemas de corrupção envolvendo contratos na área da saúde pública. As informações foram divulgadas em reportagem da TV TEM nesta terça-feira (11).
Manga está afastado do cargo por 180 dias por determinação judicial, enquanto as investigações seguem em andamento.
Segundo o relatório da Polícia Federal, o esquema de corrupção teria sido articulado ainda em 2020, durante a primeira campanha eleitoral de Rodrigo Manga. A PF aponta contratação direta e ilegal da Organização Social Instituto de Atenção à Saúde e Educação (antiga Aceni) para administrar a UPA do Éden, zona norte de Sorocaba.
As investigações também identificaram indícios de manipulação de licitação na contratação da organização responsável pela gestão da Unidade Pré-Hospitalar (UPH) da Zona Oeste, com o objetivo de eliminar concorrentes.
Mensagens interceptadas pela PF indicam a participação direta do então prefeito, citada em conversas enviadas pelo ex-secretário municipal Fausto Bossolo. Além dele, o ex-secretário da Saúde, Vinícius Rodrigues, também foi apontado por facilitar contratações diretas irregulares.
De acordo com a PF, o dinheiro desviado por meio dos contratos ilegais era lavado por meio de empresas e instituições ligadas à família do prefeito. Entre os alvos da investigação estão:
- 2M Comunicação e Assessoria, de Sirlange Rodrigues Frate, esposa de Manga;
- Sim Park Estacionamento Eireli, de Marco Silva Mott;
- e a Igreja Cruzada dos Milagres dos Filhos de Deus, administrada por Josivaldo de Souza (cunhado de Manga) e Simone Rodrigues Frate Souza (irmã de Sirlange).
A Polícia Federal aponta que essas entidades teriam sido usadas para lavagem de dinheiro obtido com contratos públicos superfaturados e serviços fictícios de publicidade.

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